Entrevista de Rarafónica a Gonzalo Parada (Presidente del CSANF)

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domingo, 11 de marzo de 2012

Futebol amador em Salvador - BA


Futebol amador e “pelada” – ou “baba”, sinônimo utilizado na Bahia – não são a mesma coisa. A diferença básica entre os dois tipos é em termos de regras, estrutura e organização. Enquanto os “babas” são formados de forma espontânea e, muitas vezes, dispensam arbitragem, uniformes, calçados, além de nem sempre terem regras e número de jogadores usadas pelo futebol profissional, o futebol amador tem certa organização, como clubes formados, patrocinadores, diretorias, técnicos e jogadores que recebem certa quantia por jogos disputados, além de regras iguais às do profissional.

Em Salvador, a organização do futebol amador se dá por meio da Federação Estadual de Futebol Amador da Bahia (Fefa), da Liga Municipal de Futebol de Salvador (LMFS) e das ligas ou associações desportivas de bairros e comunidades. Não existem documentos que atestem o número exato de ligas e de equipes de futebol amador em Salvador. De acordo com Milton Rodrigues, presidente da federação estadual, a capital baiana tem cerca de 140 ligas e mais de mil equipes amadoras, somando as das categorias masculino e feminino, além daquelas formadas por jogadores de categorias de base (de, no máximo, 18 anos, divididos em sub-categorias). Os times são registrados junto às ligas desportivas dos bairros a que pertencem que, por sua vez, são subordinadas à federação estadual.

A federação, idealizada em 1989, chamava-se Federação de Clubes, Ligas e Associações Amadoras de Futebol de Salvador (Feclafs), só foi constituída legalmente apenas em 2004. Ela tem como objetivo gerir e incentivar o futebol amador no estado, nas modalidades masculino e feminino; das divisões de base aos campeonatos de veteranos. A Fefa organiza a maior parte das competições do futebol de base da cidade e do estado, como a Copa Verão de Futebol sub-17, e, assim como a LMFS, originada após uma dissidência na transformação da Feclafs em Fefa, no mesmo ano de 2004, também incentiva a realização de campeonatos em parceria com o poder público e com entidades privadas, como a cervejaria Brahma e a empresa de telefonia celular Vivo. Em 2011, destacaram-se a realização da Taça Brahma de futebol society (modalidade em que os times são formados por sete jogadores, e não onze, como no futebol associado), a Copa Coca-Cola e a Copa Vivo, torneio amador realizado pela segunda edição – a primeira foi em 2010. No dia 10 de dezembro, começa a Copa Salvador.

Por sua vez, as ligas de bairro são responsáveis pela idealização dos campeonatos das comunidades e pela administração de seus campos – ao todo, são cerca de 130 em toda a cidade. As ligas ou associações comunitárias também têm como objetivo atuar junto ao poder público pela melhoria da estrutura física dos terrenos de jogo, pleiteando iluminação através de refletores, bem como a construção e manutenção de vestiários e gradeamento para estabelecer seus limites. Alguns campos da cidade já foram registrados por associações, como forma de preservação frente à especulação imobiliária, mas a grande maioria ainda é formada por terrenos baldios ou terras devolutas.

Dentre os campos de Salvador, alguns tem dimensões oficiais, ou seja, aquelas consideradas pela Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) como suficientes para a realização de partidas oficiais. Embora estes campos não sejam de grama, mas sim de terra batida – o que não os tornaria aptos para o profissionalismo -, eles permitem a realização de partidas com 11 jogadores em cada time. Alguns dos campos da cidade que tem estas dimensões são os do Calabetão, São Cristóvão, São Marcos, Pata-Pata, Pirajá, Periperi, Arenoso/Tancredo Neves, Vista Alegre e Castelo Branco (Beira-Lixo).