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sábado, 15 de mayo de 2010

Futebol de várzea: quase ídolos


HUMBERTO PERON
Colaboração para a Folha Online

Não é novidade a importância do futebol de várzea na cidade de São Paulo. Por muito tempo, os campos construídos nas margens dos rios se transformaram em autênticas fábricas de jogadores. Aos poucos, com o crescimento da cidade, muitos campos foram destruídos, mas, se a várzea não revela tantos atletas quanto até pouco tempo atrás, o futebol amador continua forte. Em um final de semana, são inúmeros jogos com clubes que sobrevivem graças ao esforço de alguns fanáticos que viveram os bons tempos do futebol varzeano.

Talvez, um dos grandes atrativos destes jogos é a possibilidade de, na mesma partida, você encontrar jogadores amadores, atletas profissionais em folga, ex-jogadores consagrados que matam a saudade da bola e atletas que tiveram passagens por times profissionais e estiveram perto do estrelato, mas não conseguiram, por um motivo, explodir na carreira. Alguns desses "quase ídolos" completam seu orçamento, com cachês que recebem de times que precisam de reforços para disputar alguns campeonatos.

Durante quase três anos em meus finais de semana (tarde de sábado e manhãs de domingo), vivi a realidade do futebol de várzea. Como goleiro, foram jogos em todos os tipos de campos, campeonatos, encontros em esquina, algumas confusões em jogos. Conheci quase todos os cantos da cidade graças aos campos de várzea, mas nada me chamava mais atenção do que a condição desses jogadores que poderiam jogar em qualquer clube, mas tinham que jogar nos campos de várzea.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u170.shtml

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